CRUZ
CRUZ
"E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo" (Lc 14:27)
Para ser um discípulo é necessário, antes de mais nada, identificar-se com o Mestre. Não somente ouvir-lhe os ensinamentos, mas colocá-los em prática.
Ao falar da cruz, Jesus usou-a como ícone para resumir sua vida e ministério. Ele não só a tomou sobre si, mas sofreu suas implicações e ensinou seus discípulos a carregá-la também.
Para ser discípulo de Jesus é necessário carregar a cruz. Ela é pessoal e intransferível. Não podemos pagar alguém para carregá-la em nosso lugar, e, nem mesmo abandoná-la ao meio do caminho. Embora tenha o mesmo tamanho e peso, não a sentimos todos de igual forma. Para alguns pesa mais que para outros. O peso da cruz está em nossa capacidade de renúncia. Se somos capazes de renunciar a qualquer coisa pelo Reino, isso inclui a renúncia de si próprio, então a cruz pesa menos. Agora, se não temos essa capacidade de renúncia, antes, somos agarrados ao mundo e a nós mesmos, então seu peso é insuportável. O peso da cruz é proporcional à renúncia.
Nossa dificuldade de renúncia começa e termina na renúncia de si próprio. Quando não conseguimos abrir mãos de prerrogativas,
preferências e prazeres, não podemos amar ao próximo como nos amamos. Se somos incapazes desse amor pelo próximo, não amamos a Deus sobre todas as coisas. Como é pesada a nossa cruz! Somente quando entendemos que o egoísmo sobrecarrega a cruz e resolvemos, aos poucos, abrir mão dele, a cruz fica mais leve. Todavia, ela em nada mudou, mas a mudança começou em nós.
Senhor, tomo minha cruz para seguí-Lo. Não peço que a tires de mim, mas que me dê forças para carregá-la. Ajuda-me renunciar a cada passo; ensina-me andar como discípulo. Amém! Bispa Jônica Reis