SAL SEM SABOR
SAL SEM SABOR
"O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor?" (Lc 14:34)
Corremos um grande risco ao longo de nossa jornada espiritual. O risco da descristianização, perder as características que um verdadeiro cristão deve ter. Tornar-se um sal sem sabor.
Isso ocorre nos períodos de desfalecimento da fé. Um tropeção leva a queda, a queda leva a prostração e uma vez prostrado vem a acomodação. É bem mais cômodo permanecer prostrado que fazer esforço para levantar-se. Assim, o sal perde o sabor!
Devemos ficar atentos aos possíveis tropeções. Tropeçamos em pequenas coisas e por dois motivos. Falta de atenção ou falta de luz suficiente.
A atenção vem da vigilância constante. Durante uma jornada precisamos ficar atentos até mesmo aos pequenos detalhes. Isso para não perder a direção, nem para tropeçar em algo aparentemente insignificante. A luz vem da Palavra de Deus. Ela mostra o caminho por onde devemos pisar. Nossos passos só serão seguros se iluminados por ela.
Meditando nela diariamente, a luz manter-se-á acesa. Ademais, precisamos de reservas para os tempos de crises, as "noites escuras" que ocorrem ao longo da jornada. A meditação diária além de manter o caminho iluminado, abastece o coração com a reserva necessária para os tempos de crises. Vigilantes e iluminados pela Palavra de Deus jamais perderemos o sabor.
Senhor, permita que tanto dentro como fora do saleiro eu seja sempre sal. E que o meu sabor glorifique o Teu nome. Amém! Bispa Jônica Reis